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Mostrando postagens de março, 2018

Ponto de fuga

Em pontos de fuga traço meu centro. Meu ser, Meu estar, transporta-se por entre caminhos impercorridos. Sou, nesse instante, a mais inexata forma do delírio.

Mina

Mina Teus olhos tem cor de pedra. Pedra da mina Verde da mina Menina vendada Veja verde. Esmeralda Ouro puro Amarelo sol Tom Caramelo Mela Lingua dela Parei a te observar e não resisti, Teu sono Lambi. Sombra não tens Sol a pino. Me faz de bobo, Eu  menino. Menina esmeralda. Tão verde. Tem mina. Exploro. Tão longe, Tão minha.

Fragmentos

Elas esperavam a chuva sentadas no degrau. Uma olha para o chão seco. Pó. A outra olha para o céu azul. Vento. Uma veste branco. A outra cantarola uma canção. Da caixa. Caixa aberta sobre a mesa lateral. Música e pó. Brisa e suor. Lembrei de uma vez que juntas fomos ao mercado. Era sábado. Sol. Brisa e pó. Música da caixa na memória. Lembrava da música e do pó. Calor. Suor e sede. Pouco chovia. Não existiam nuvens por ali. Era noite ou céu azul. Música cantarolada. Suor. Estranhez. Mercado na tarde de sábado. João assoviava a música. Da caixa da mesa. Nestor guardava as garrafas de vidro. Refrigerante no vidro. Fim de semana. Suor e calor. Limpava o suor e nenhuma nuvem no céu. Nunca. Ela lembrou do dia das estrelas. Deitadas no chão, sobre uma toalha xadrez, vermelha e branca, suadas. Olhávamos para o escuro da noite, preto pintado de branco. Umas brilham mais que outras. Estrelas brilham muito. O suor. Brilha. Rosto do Nestor. Brilho. Fragmentos de memória. Estrelas bril...