Elas esperavam a chuva sentadas no degrau. Uma olha para o chão seco. Pó. A outra olha para o céu azul. Vento. Uma veste branco. A outra cantarola uma canção. Da caixa. Caixa aberta sobre a mesa lateral. Música e pó. Brisa e suor. Lembrei de uma vez que juntas fomos ao mercado. Era sábado. Sol. Brisa e pó. Música da caixa na memória. Lembrava da música e do pó. Calor. Suor e sede. Pouco chovia. Não existiam nuvens por ali. Era noite ou céu azul. Música cantarolada. Suor. Estranhez. Mercado na tarde de sábado. João assoviava a música. Da caixa da mesa. Nestor guardava as garrafas de vidro. Refrigerante no vidro. Fim de semana. Suor e calor. Limpava o suor e nenhuma nuvem no céu. Nunca. Ela lembrou do dia das estrelas. Deitadas no chão, sobre uma toalha xadrez, vermelha e branca, suadas. Olhávamos para o escuro da noite, preto pintado de branco. Umas brilham mais que outras. Estrelas brilham muito. O suor. Brilha. Rosto do Nestor. Brilho. Fragmentos de memória. Estrelas bril...